Bem-vindo ao mundo do Windows Phone


Gostaria a princípio de deixar claro que este post abaixo de nada tem a ver com propagandas ou apologias em detrimento de A, B ou C. Também saliento que o fato de eu ter definitivamente me integrado a este mundo agora não quer dizer que eu desconheça completamente o assunto e não tenha as minhas opiniões como foi o caso do post A Android ostentação.

Demorei muito para entrar neste universo da tecnologia móvel graças a alguns fatores como dificuldades financeiras, onde quando se ganha pouco, se tem sempre outras prioridades, e também uma indecisão a cerca tanto da plataforma quanto do modelo a adquirir. Primeiro de tudo, delimitei um valor cabível a meu orçamento e então verifiquei as opções disponíveis no mercado.

Ao verificar estas opções, você acaba tendo um leque por vezes até restrito de opções, cabendo a quem irá realizar a compra avaliar se em termos de construção, hardware e software, aquele aparelho que atenda da melhor maneira as necessidades do uso diário.

É público e notório que os Androids de baixo custo nem sempre tendem a ter desempenho satisfatório, pequena exceção ao Motorola D1 e seu hardware modesto mas funcional. Falando em termos de popularidade, Samsung de baixo custo conseguem ser na maioria das vezes opções ruins, julga-se que o motivo seja o Touchwiz que gera lags até mesmo para abrir o discador (já pude presenciar isso em um Galaxy Pocket e Y).

Eis que chego então no veredito da escolha pelo Lumia 520, modéstia parte sempre tive excelentes experiências com aparelhos Nokia no decorrer de minha vida e espero muito novamente ter neste retorno a marca após uma passagem pelo Sony Ericsson.

Geeks sempre tendem a optar por Android, personalização quase que completa, root (para quem não conhece, uma espécie de super administrador do sistema, porém nem sempre necessário o uso), até possibilidades de overclock, uma gama muito mais ampla de games e enfim... Windows Phone nasceu para ser uma alternativa ao IOS e ao Android, assim como o Firefox OS e Ubuntu recentemente se lançaram alternativas aos outros 3 sistemas citados.

Alguns dias com o aparelho e até agora estou gostando muito do que estou vendo. Os aplicativos principais já estão todos presentes, exceto os do Google por motivos óbvios, além de aplicativos third party tão bons ou até melhores que os aplicativos principais. Dou destaque aos apps Here Maps, Here Drive e City Lens que deixa os apps de mapas e GPS do Android em uma situação bem difícil. Há uma gama bem menor de jogos ainda, mas para mim, considero irrelevante e não curto tanto assim os jogos de passa tempo.

Integração com email, contatos e calendário Google funcionou, hoje já não funciona mais, exceto para as contas Google Aps. Câmera é o ponto fortíssimo da linha Lumia e também foi um dos diferenciais para a compra, com aplicativos completos e boa qualidade de imagem. O Windows 8.1 vem com uma promessa muito boa em termos de novidades a plataforma e que me chamou muito a atenção, trazendo itens presentes nos outros sistemas e outras opções propostas pelos usuários, tende a dar um ganho grande ao sistema.

Um item importantíssimo me chamou a atenção e pesou na decisão da compra é o quesito segurança, palavra muito comum por aqui, que fica muito a desejar no Android, ao contrário tanto no IOS quanto no Windows Phone que possuem políticas bem rígidas no sistema e nos aplicativos. Devs inclusive se queixam das restrições da Microsoft, sei que é ruim para os mesmos porém prefiro que continue assim favorecendo sempre a segurança e um pouco de privacidade sendo tão complicada tê-la na vida online hoje em dia.

Até o momento vejo como uma escolha bem acertada de minha parte e tanto aparelho quanto sistema se encaixaram perfeitamente no meu perfil de uso. Espero que seja mais uma bela relação minha novamente com a Nokia na qual me acompanhou por muito tempo nos celulares (5120 -> 3320 -> 1220 -> 1100 -> 7250i).

Atualizado dia 27/03/2014 as 17:45.......

O início foi pior do que eu imaginava, dez dias depois de adquirido, hoje meu Lumia 520 simplesmente deu problema no visor, apaga e funciona quando quer. Decepcionante. Prontamente já o deixei na assistência técnica (Nokia Care) e tenho um prazo de 2 até 20 dias para recebimento.

Atualizarei o tópico para adicionar os detalhes posteriores a entrada e saída da AT.

Atualizado dia 29/03/2014 as 15:12.......

Ordem de serviço finalizada no dia de ontem no final da tarde e aparelho retirado da assistência técnica hoje pela manhã, ou seja, mais ou menos 36 horas e já estava com meu aparelho de volta. Ponto super positivo para o Nokia Care, contudo, espero não voltar lá tão cedo (sem ofensas), que a vida siga agora sem qualquer tipo de problema.

Problema corrigido: SM SW TACT SPST 12V SIDE KEY 2.2N.

Atualizado dia 31/03/2014 as 15:50.......

Aparelho volta a apresentar o mesmo problema praticamente dois dias depois de saído da assistência técnica, desta vez preenchi um requerimento com mais detalhes do problema ao invés do relato altamente resumido das atendentes da assistência técnica e irei enviar pelos Correios, apesar de ser envio para aqui mesmo na cidade.

Valeu mesmo heim Nokia, muito obrigado pela dor de cabeça.

Atualizado dia 04/04/2014 as 18:12.......

Aparelho já está sendo reencaminhado até mim via Correios. Informação obtida através do Nokia Chat, TROCARAM EXATAMENTE A MESMA PEÇA DO SERVIÇO ANTERIOR.

Já prontamente registrei uma reclamação no ReclameAqui (ao que parece, a empresa sequer lê as demandas de lá) e caso o aparelho apresente novo problema, já acionarei de pronto o Procon.



O princípio do fim da internet que um dia conhecemos


Em posts anteiores aqui no Blog eu destaquei um pouco do que era a internet antes da banda larga e principalmente, antes das redes sociais, era um universo mais limitado e restrito. Li uma certa vez uma matéria em uma revista que não lembro ao certo (acho que era a PC World ou H4CK3R, várias delas passaram pela minha mão e nem tenho mais todas elas) definindo a rede social da época como o email, onde haviam diversos grupos que trocavam informações ou até mesmo contato informais entre si com a ajuda da nova ferramenta da comunicação e eles eram muito felizes com o que haviam conseguido e aquilo que tinham em mãos.

A verdade é que essas redes sociais sempre existiram, contatos por cartas/telegramas, os emails citados acima e eis que chegamos no conceito que conhecemos hoje. Finalidade esta hoje de princípio simples, reencontrar amigos que por um motivo ou outro se distanciaram, entretenimento e até mesmo relacionamentos e oportunidades de negócios/trabalhos.

O mundo tecnológico mudou, hoje qualquer aparelho já chega para o consumidor final com interfaces bem simplificadas com o propósito somente do uso descomplicado daquele aparelho, sem mais os chamados "bicho de 7 cabeças" como dizemos por aqui, tudo para facilitar até mesmo o uso pela pessoa mais leiga possível. Citando um pequeno exemplo, quem viu o Windows 98 e hoje vê o Windows 8.1, sabe que ele, Windows 8.1, já chega com esta filosofia, somente sentar e usar, não tendo acesso fácil as várias configurações que o Windows tem, tanto para modificação como para remoção ou simplesmente desabilitar. Mas e os problemas técnicos? Sempre existiram e sempre existirão, até mesmo naquilo que se julga de uso descomplicado. A diferença aqui para a resolução se resume em algo facilitado ou não com a variação do conhecimento técnico daquela pessoa que se propôs a tentar resolve-lo. 

Em um dos meus primeiros posts aqui na blogosfera, citei sobre os pseudo-técnicos, sujeitos que concluem um curso simples de hardware e redes e acha que possui conhecimento suficiente para exercer a profissão com condutas nada interessantes e conhecimento técnico limitado, se na época em que escrevi este assunto já assustava, hoje vejo como algo alarmante. Se usa redes sociais também como difusão de informação, contudo, informação esta que muitas vezes não é filtrada e em alguns casos de qualidade duvidosa.

Os sites especializados e os fóruns de informática eram no passado um grande centro para compartilhamento de conhecimento e formação de novas amizades, em uma época em que se convencionava ser mais curioso, havia uma sede muito maior por conhecimento não somente dentro daquilo que se buscou em um primeiro momento, se resolvia aquele problema pendente e enquanto a solução não vinha, encontrava-se foco nos temas mais variados. Época onde otimizar o Windows poderia render um bom desempenho final naquele PC limitado, alguns MHz a mais no clock do processador ajudavam a desafogar todo o sistema em uma tarefa mais pesada, enfim... Tudo isso ajudava e ainda ajuda na formação do bom profissional de T.I, com bastante conteúdo agregado neste locais.

Fóruns costumam ser um ótimo local para um termômetro das tendências de hardware do momento, com ilustração de testes entre seus usuários e tabelas comparativas com versões anteriores. No campo do software se encontra muito conteúdo no sentido de melhorar ainda mais a usabilidade, otimização e resolução de problemas diversos. 

Fóruns hoje em sua grande maioria ainda contam com um acervo muito grande de dúvidas técnicas respondidas e ainda é o melhor local para sanar dúvidas, contudo, ao menos aqueles sites/fóruns em que o conteúdo é focado em hardware, acabam por ter um número de novos conteúdos muito baixos, a pessoa com dúvida chega até eles através do Google, encontram o que procuram ou não e vão embora. O foco acaba ficando ainda com as redes sociais que também tomaram este lugar de tira dúvidas e como citei acima, será que são informações de relevância encontradas por lá também? 



O princípio do fim da internet que um dia conhecemos, cada vez menos PCs de mesa e notebooks no mercado e as pessoas migrando para o mundo móvel (smartphone e tablets) que já conta com um nicho de sites e blogs muito bem definidos com boas informações. Primeiro foi o Fórum PCs a encerrar suas atividades, agora o Guia do Hardware (o site) a também encerrar as atividades, e qual será o próximo? Na internet há espaço para tudo e para todos, só vejo o conceito de rede social um tanto equivocado para este sentido, dúvida que você posta nos fóruns hoje, poderá ajudar a várias outras pessoas amanhã, ao contrário do que seria somente ao postá-la em redes sociais e é uma perda enorme para a internet se desfazer de grandes locais que marcaram época graças a migração em massa para outros locais.


A Android ostentação




Relutei um pouco na decisão sobre escrever ou não este post, contudo acabei decidindo que sim pois afinal, isso aqui é um blog de opiniões pessoais e também considero um bom debate a ser feito diante das condições tecnológicas em que vivemos hoje.

No início da era da inclusão digital e em virtude até da economia do país, com programas como o Click com a gente da CEF (detalhe, ver incrível preço do produto), o PC do Milhão, Metron dentre outros, era então possível trazer o mundo tecnológico para as nossas casas em suaves prestações.

A função do PC em casa nesta época, com exceção de entusiastas, era somente para atividades de escritório (documentos e planilhas) em poucos casos, ou em momentos bem restritos, poder acessar a internet. Digo restrito graças as cobranças que insidiam ao uso com a tarifação por pulso, um ao conectar e outro a cada 4 minutos de conexão, o mesmo igualmente ocorrendo para uma simples ligação local.

O telefone ficava sempre ocupado ao utilizar a conexão discada, para quem poderia precisar dele, teria que parar a navegação e desconectar por uns minutos e fazer a ligação. Poucas, mas muito poucas mesmo, utilizavam os tijolões Motorola, email, sendo algo totalmente restrito, com isso a linha fixa era a única forma de comunicação das famílias.

Tínhamos uma internet arcaica e sem conteúdos para entretenimento, os trojans dialers eram aterrorizante e ao infectar o PC fariam conexões internacionais, no fim do mês teríamos o susto. Os avanços continuaram, hoje sendo possível adquirir PCs, mesmo com o mercado deles em baixa, seu "irmão menor" o notebook e os telefones inteligentes.

Ao chegar em um local para a compra de um PC/Notebook, a primeiríssima pergunta do vendedor deveria ser: Qual será a utilidade deste PC? Hoje se tem configurações de hardware bem customizáveis para o uso de todas as necessidades, gostos e principalmente preços. O que vemos geralmente são pessoas que vão a hiper-mercados e compram estes PCs pré-configurados e em breve ao não conseguirem rodar aquele game interessante por insuficiência de hardware, vão julgar a marca como lixo, sendo que o erro foi da própria pessoa por não se informar antes da compra e do vendedor por empurrar a venda.

Chegamos a era dos smartphones com o sistema Android sendo o "Windows para os smartphones", presente em aparelhos baratos e também nos caros. Hoje se leva para casa também, com preços módicos ou não, um aparelho "das galáxias". Agora, será que todos tem em mente que a abordagem aqui deveria ser exatamente a mesma da compra de PCs?

Smartphones possuem itens de hardware semelhante ao do PC, com processador, GPU, memória RAM e armazenamento interno, e são estes os requisitos que trarão um bom uso ou não do aparelho. Compra feita, chegamos em casa e descobrimos que o aparelho não roda aquele joguinho interessante que vi no aparelho de uma pessoa próxima, vou lá no Google Play e chamo o jogo de lixo completo. Tento baixar mapas e descubro que o download é excessivamente lento, não sabendo que 3G possui cota diária de utilização e ao ser aplicada nos leva a velocidades da época da conexão discada, sem falar no wireless que em face a "banda curta" que utilizamos, não nos garante desempenho para downloads grandes. Com isso, volto lá na Google Play e chamo também os mapas de lixo, uma merda.

Programação não é algo simples de ser executado, criar um app demanda meses de esforço para concluí-lo, e na minha opinião, por ser algo grauíto, a crítica é totalmente desnecessária. O que nós te fazer é dar o feedback coerente para ajudar na resolução do problema. Se o app não agradou, simplesmente desinstale.

Apesar de não haver uma segmentação tão grande, comportamento como este começa a chegar ao Windows Phone, que tem uma proposta totalmente diferente do Android, trabalha com hardware uniforme dentro da variação de segmento (entrada, médio e topo de linha). Receio que haja comportamento parecido com o iPhone, como nunca tive acesso a um e nem frequento a Apple Store, não posso fazer juízo de valor neste sentido.

Não faço aqui uma crítica a inclusão digital propriamente dita, nem tão quanto a condição social ou gostos pessoais, faço ao consumismo e do completo desconhecimento daquilo que se tem em mãos mesmo com toda a internet e círculos pessoas para obter estas informações, um smartphone pode fazer muito mais do que acessar o Faceboook ou ao WhatsApp (a mais nova aquisição do Facebook).

Se na era da informação ignorância é uma escolha, xingamentos desnecessários a quem não tem nada haver com a história, pode soar com sintomas de pouca educação doméstica.


Pequena prosa sobre os pontos de acesso wifi

Ao ver esta imagem ao lado em qualquer lugar pode soar até mesmo como uma espécie de oásis para aquelas pessoas que precisam ou não gostam de viver desconectadas, por mais que geralmente a velocidade não seja das melhores.

Comentei aqui há um tempinho atrás sobre a questão da segurança de nossos dispositivos/dados ao utilizar conexões como estas, onde se for para utilizar, para algum acesso de conteúdos pessoais como emails, redes sociais, bancos e afins, é preferível sempre utilizar o 3G ou esperar até chegar em casa para usar, melhor sempre prevenir do que remediar.

Acaba sendo um diferencial hoje em dia, fornecer pontos de acesso wifi em estabelecimentos comerciais e locais públicos como aeroportos, rodoviárias entre outros. No caso de estabelecimentos comerciais, talvez seja utilizado uma conexão residencial ou não, para prover o ponto de acesso aos clientes. Ao usar uma conexão residencial, o contrato de prestação de serviço de banda larga juntamente com norma da Anatel prevê corte e multa para o descumprimento do contrato por parte deste assinantes com a alegação de que podem estar atuando como provedores, porém não entremos no mérito desta questão pois não é o objetivo aqui.

No caso de locais públicos, geralmente se firma contratos com alguma empresa ou operadora para prover o serviço.

Clientes das operadoras hoje também já contam com ponto de acesso wifi públicos disponíveis em grande quantidade nas grandes cidades. O NET Virtua por exemplo, possui uma solução neste sentido bem interessante em que consiste no ponto wifi ser distribuído diretamente na sua própria rede. Ao verificar esta caixa (ver imagem abaixo) nas ruas, aquela região está coberta para acesso wifi dos clientes.

Créditos da imagem - Tecnoblog


A Oi foi a primeira a entrar nesta onda com o Oi Wifi Fon, parceria da operadora com a Fon para prover o serviço. Aonde quero chegar com este post é mais uma vez no quesito segurança onde trata-se de um projeto que usa um percentual da conexão do assinante para então prover o acesso gratuito do ponto wifi.

Tenho configurado alguns modens com wifi integrado que são fornecidos pela operadora e com seu firmware modificado, nas configurações do modem não há uma simples forma de escolher se deseja participar ou não desta rede. Ao verificar os materiais que vem com o kit, não há menção a respeito, tudo se resume a uma url (192.168.1.1/fon) e que não é tão propagada a sua usabilidade. Como não uso o configurador automático, não sei se nele eh possível ou não permitir a adesão ao programa.

Me parece que a GVT também pensa em adotar, ou já adotou, um programa nestes mesmos moldes, li a respeito já há algum tempo.

Desde quando se mostre EXPLICITAMENTE, ao cliente sobre a adesão e que ele tenha facilidade para habilitar a opção de compartilhamento, pode ser interessante para as pessoas que desejam contribuir, como por exemplo durante as manifestações, os manifestantes levavam cartazes pedindo para que os moradores da região abrissem suas conexões para o envio de fotos e vídeos do que estava acontecendo.

Particularmente acho agressivo a abordagem deste programa, e não concordo com a forma que é feita onde é o assinante que irá ceder a sua já pouca conexão para o uso do serviço, apesar do serviço está disponível para os assinantes dos planos acima de 5Mbps, o que sabemos que até para fins pessoais é uma velocidade de conexão baixa. E qual o percentual que é destinado ao programa? Toda a conexão? 50%? 30%? O assinante não pode ser usado para tapar os buracos da cobertura de internet móvel por parte das operadoras.

Voltando a uma questão de segurança neste caso? Será que usuário que se conectar por esta rede terá seu IP próprio ou compartilhará do IP do assinante? É preciso ter cautela, muito critério com este tipo de serviço principalmente caso haja compartilhamento de IP. Se por exemplo, por acaso um pedófilo usar esta rede para disseminar, ou um cracker? Do jeito que a justiça por aqui é, o assinante é que terá que provar que não foi ele, e até lá, na pior das hipóteses, já terá comido o pão que o diabo amassou.


Adwares a praga do momento

Adware é um tipo de malware, dentre várias outras existentes, que sempre existiu na nossa era moderna da tecnologia, com seu comportamento bem peculiar onde a característica principal é inundar o PC das pessoas com propagandas adversas, contudo não causam tanto estragos nos PCs se limitando apenas aos navegadores.

Mas por que então a praga do momento? Na Linha Defensiva temos aceso a todo tipo de caso, se até um ano, um ano e meio atrás mais ou menos, os casos de bankers eram maioria absoluta, hoje são os adwares que estão na liderança dos PCs infectados que chegam até nós diariamente.

Provavelmente todo mundo aprende em um cursos de informática ou até mesmo por ensinamento de amigos e parentes, que para instalar um simples programa, basta clicar sucessivas vezes em 'Avançar' que o programa será instalado. Não deixa de ser um comportamento correto porém, em face ao que vem acontecendo, passa a ser um comportamento "pré-adware" e hoje para instalar a maioria dos programas exige-se um cuidado maior ao proceder com as instalações.

Quem usou muito o MSN Messenger deve se lembrar muito bem do adware que era instalado ao não ler atentamente os passos de instalação tomando o cuidado de desmarcar a opção em que era instalado o adware Lop. Hoje é imprescindível que a maioria das instalações de programas seja feita com atenção e cautela, nunca usar o modo expresso e preferir sempre o modo personalizado, observando cada passo e desmarcando ou não concordando com a instalação dos softwares adjacentes, assim você evitará os brindes indesejáveis.

O objetivo dos malwares é e sempre será de finalidade financeira, se um banker ao se instalar rouba diretamente e descaradamente suas informações, o adware somente por ser instalado já gera uma receita para o desenvolvedor. Devemos entender que dificilmente há algo gratuito hoje, se um programa gratuito ou um app para seu smartphone exibe banners dentro dele, esta é a forma do desenvolvedor receber um valor pela utilização do programa.

Mas e se o PC já foi infectado? Em testes que pude fazer em PCs que dou assistência física é, a desinstalação desses programas ocorre normalmente através do Painel de Controle do Windows, sem grandes dificuldades. Mas por que em análises de logs os analistas usam então ferramentas? As ferramentas como a AdwCleaner e Junkware Removal Tool fazem um trabalho automatizado não só removendo os programas/adwares como também redefinindo os estragos que foram feitos nos navegadores, poupando na maioria dos casos o tempo do analista na restauração/reparação dos navegadores e no tempo geral da análise.

Claro que qualquer ferramenta de remoção de malwres deve ser sempre usada com cuidado e sob supervisão de um analista, a menção delas aqui não trata-se de apologia ao uso e sim uma simples menção. Se ainda assim quiser usa-las , que seja por sua conta e risco.

Os navegadores mais utilizados hoje são o Chrome e o Firefox, acabaram ganhado usuários novos devido a sua possibilidade de customização, coisa que não é possível com o Internet Explorer e este último carregado de alguns estigmas como renderização de páginas ruim, um navegador pesado, anti customizações e etc... Coisa que já não procede mais, hoje o IE é um navegador bem rápido e estável, não gostei apenas da nova janela de download e a falta de customização, sim, sou adepto a algumas.

Contudo e graças a esta possibilidade é que temos boa parte dos adwares, que adicionam barras duvidosas neles. Se por um lado as iniciativas como as do Google em bloquear a instalação de plugins/extensões que são consideradas perigosas, esta semana fomos pegos com o fato de que agora estão comprando extensões legítimas do Chrome e isso também poderá muito bem ser estendido para o Firefox, para assim disseminar ainda mais os adwares. Você se cerca de cuidados ao não instalar programas duvidosos mas aquela extensão essencial a você acaba de uma hora para outra sendo vendida e você tem um adware que antes não tinha.

Que as empresas sejam duras nesta causa e criem grandes black lists para estas extensões e as impeça de serem instaladas e as que por ventura forem vendidas e passarem a distribuir outro conteúdo, ai vai variar do tempo de resposta, que sejam bloqueadas com uma atualização crítica de segurança e enviadas para a black list, se ela foi vendida, aquela sua extensão essencial não deverá voltar mais.

O que podemos fazer para conter os adwares é não instalando-os e no caso dos navegadores casos eles tenham suas extensões vendidas, simplesmente usar a nossa capacidade de adaptação e usa-los sem extensões e para os programas, procurar substitutos.


Instale e/ou atualize corretamente o seu driver de vídeo

Instalar ou atualizar o driver de vídeo pode parecer uma tarefa simples, porém se alguns cuidados não forem seguidos poderá levar a diferença entre um sistema estável e um sistema instável (BSOD's ou Tela azul).

Hoje com os sistemas operando com antivírus e firewalls além de antispywares sempre ao mesmo tempo poderão prejudicar na boa instalação do driver, já que estes programas impedem a correta configuração do driver, o que poderá levar a instabilidade.

Deve-se ter em mente também a não reinstalação do driver (instalar por cima do já existente) pois também poderá gerar instabilidades em alguns casos. Abaixo veremos uma ordem correta a ser seguida para instalação e atualização do driver de vídeo.

Instalação:

Sempre tenha drivers atualizados para a sua placa de vídeo, acesse o site do fabricante, localize e faça o download do último driver disponível para o seu modelo de placa de vídeo.

 AMD
 Intel
 Nvidia

Atualização do driver:

Ao remover um driver do sistema, geralmente alguns arquivos e entradas de registro não são completamente removidas, o que poderá causar incompatibilidades com o driver atual que será instalado posteriormente.

O programa Display Driver Uninstaller (DDU) é uma boa opção onde realiza uma verificação completa do sistema e remove estes vestígios do driver antigo.

 Download

1 - Faça o download do driver mais atualizado para a sua placa de vídeo através do site do fabricante conforme indicado acima e salve em local de fácil acesso.

2 - Faça o download do DDU (vide link acima).

3 - Crie um ponto de Restauração do Sistema por questões de segurança.

4 - Reinicie em Modo de Segurança. (Pressione intermitentemente F8 durante a inicialização, no menu que aparecer escolha através da seta de navegação, Modo Seguro).

5 - Desinstale o driver de vídeo que está atualmente instalado no sistema através do Painel de Controle. Desinstale também softwares adicionais como Nvidia PhysX entre outros.

6 - Clique com o botão direito no arquivo DDU v10.x.exe (o 'x' se refere a versão do programa) em seguida clique em Extrair aqui (caso use o WinRAR) ou descompacte-o com o programa de sua preferência.

7 - Reinicie novamente em Modo de Segurança.

8 - Acesse a pasta DDU v10.x e execute o arquivo Display Driver Uninstaller e será mostrada a tela abaixo. O programa deverá identificar os drivers instalados e o idioma do sistema.




9 - Marque a caixa 'Remover pastas C:\AMD e ou C:\NVIDIA'.

10 - Clique em 'Limpar e reiniciar (Altamente Recomendado)'.

11 - Reinicie normalmente o PC.

12 - Instale normalmente o driver mais atual.

Seguindo estas rotinas deverá ter sempre um sistema estável e sem bugs no que diz respeito ao driver de vídeo.

AMD Clean Uninstall Utility

Usuários das placas de vídeo AMD contam também com um desinstalador proprietário que ajuda a remover completamente o driver antes da instalação.

 Download

1 - Salve na área de trabalho.

2 - Execute o arquivo AMDCleanupUtility.exe.

3 - Uma mensagem de alerta surgirá informando que o programa irá remover os drivers e todos os componentes AMD, clique em Ok para prosseguir.

4 - Após clicar em Ok, um ícone e uma mensagem surgirá na área de notificação informando do progresso da remoção.

5 - Quando concluído, uma nova janela surgirá, clique em Finish para concluir.

6 - Para finalizar, clique em Sim ou Yes para reiniciar e concluir todo o procedimento.


Postado originalmente em.... 23/08/2009
Atualizado em.... 22/03/2014


Negligencia com as atualizações

No post anterior comentei sobre a questão da segurança ao utilizar pontos wireless gratuitos/abertos além da segurança dos dados ao usar senhas fracas e a falta de conhecimento de algumas pessoas quanto a possibilidade da verificação em dois passos, uma camada extra de segurança já presente na maioria dos serviços.

Hoje vamos comentar um pouco sobre a negligencia com as atualizações do Windows e tentar debater um pouco a cerca de alguns mitos envolvidos com ela.

Não sei de onde partiu este boato/mito nem tão quanto o motivo real deste estigma em torno das atualizações do Windows, mas vamos tentar comentar alguns. Primeiro e acho que o mais comum é a alegação de que atualizações deixam o Windows lento, atualizações nada mais são do que implementações e correções de algo que já existe, como a mesma trás arquivos novos e acaba fazendo backups dos que já existem a cada novo ciclo (sempre na segunda Terça-feira de cada mês) você tem então uma redução do espaço livre em disco.

Sabemos que precisamos de um limite mínimo (geralmente algo em torno de 15%) para que todos os serviços funcionem adequadamente, um consumo excessivo poderia/pode muito bem ocorrer sem o uso das atualizações entupindo o HD de arquivos pessoais, ainda assim ferramentas como o CCleaner e vejam só que contraditório, após uma atualização, a possibilidade de remover esses arquivos de backups foi integrado ao utilitário de Limpeza de Disco do Windows 7 SP1, não havendo mais a necessidade de programas extras para isso.

Créditos da imagem - BABOO
Créditos imagem - BABOO


Alguns podem até alegar o fato da fragmentação e que considero, que hoje, graças a melhorias no sistema de arquivos, ela é até bem menor do que foi no passado, e mais uma vez, utilitários como o Desfragmentador do próprio Windows e outros como o Defragler, ajudarão a resolver este empecilho, chato o uso deles, sim, mas nada absurdo e que não possa ser feito em um momento de ociosidade.

Atualizações bugadas, tivemos este ano um fato curiosos e complexo no que tange a resolução do problema, que foi uma atualização de segurança e que acabou "matando" muitos sistemas país a fora. Lá se vai então mais um estigma, depois ficou-se constatado que tudo não passou de uma falha de compatibilidade da atualização com o GbPlugin (software de proteção a transações bancárias) e a versão 32bits do Windows 7, a versão 64bits, mesmo também possuindo o GbPlugin instalado, passou incólume da falha. Fato este ocorrido somente no Brasil.

Dados apontam um número alto ainda, de PCs rodando Windows, natural afinal é o sistema líder, não importa aqui citarmos qual versão é mais rankeada, vejam no gráfico na página, então eu considero casos isolados os problemas que ocorrem decorrente das atualizações e o tempo de resposta (tempo para detecção e correção do problema) costuma ser satisfatório. Há quem defenda instalar as atualizações dias depois de lançadas, ok, sem problemas, porém não devem deixar de serem feitas.

Antivírus (obviamente), navegadores, Flash, Java e tantos outros programas fornecem atualizações de forma periódica e sempre visando correções de bus diversos (inclusive reportem em caso de problemas, não ganhamos nada financeiramente mas podemos ganhar um software estável para o uso diário), e principalmente correções de segurança que são de suma importância.

Sempre ocorre casos de atualizações nos antivírus, que acaba por danificar de alguma forma o Windows corrompendo algum arquivo e no entanto, todo mundo ainda usa. O problema pode acontecer com qualquer fornecedor.

É triste em ver que grande parte dos problemas com infecções nos PCs, excetuando a falha humana, ocorre por negligencia das atualizações. Mais alarmante são os casos em que os problemas ocorrem em servidores, locais onde deveriam/deve ter um cuidado extremo de segurança graças ao conteúdo dos dados.

Casos cada vez mais frequentes de Ransonware e que tem atingido principalmente servidores graças a uma falha no recurso de RDP já corrigida, vem para mostrar que não só neste ambiente de forma específica como no nossos PCs domésticos, os estigmas relacionados as atualizações devem ser deixados de lado acima de tudo.

Atualizações de drivers e BIOS trazem sempre implementações para estabilidade e de correções, no caso da BIOS, graças a riscos inerentes na atualização, concordo que só deva ser feita por quem já tenha familiaridade no assunto e ainda assim se houver real necessidade para ela.

Já no driver de vídeo por exemplo, para pessoas normais, apesar das várias atualizações que são sempre disponibilizadas, não vale a pena serem executadas a menos que haja algum problema e que elas possam corrigir. No caso de gamers, o oposto, e uma atualização pode trazer diferenças significativas nos FPS em certos jogos, para mais ou para menos.

Com isto, voltando aos dados, a quantidade de PCs que rodam AMD ou Nvidia, novas séries ou séries antigas, cada driver poderá ter um comportamento diferente de PC para PC.

Não quero defender a Microsoft nem A, nem B, nem C, apenas nesta questão de atualização eu defendo a segurança e a cautela na vida online e elas nunca são nem serão demais, e se as atualizações me trazem alguma proteção então eu tenho que faze-las, melhor do que está totalmente exposto. Se tiverem alguma experiência contrária ao que eu cito, sintam-se a vontade para comentar.
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